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  • 31 de janeiro de 2018
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Você já notou que, em alguns homens, as mamas apresentam um crescimento mais acelerado? É comum a queixa de pacientes que se sentem esteticamente afetados por essa característica. Esse aumento tem nome, chamado pela medicina como Ginecomastia, e pode ser completamente tratado.

Dependendo do grau de crescimento, a Ginecomastia – como é chamado esse distúrbio -, é revertida com medicamentos ou cirurgias menos invasivas. Em outros casos, somente uma operação mais delicada resolverá o quadro.

A Ginecomastia ainda é um assunto pouco discutido em blogs e sites e, por esse motivo, preparei um post muito completo para você entender basicamente tudo sobre o quadro.

O que você verá por aqui:

  • O que é Ginecomastia;
  • Quais as principais causas da Ginecomastia;
  • Conhecendo os Graus da Ginecomastia;
  • Como é feito o tratamento;
  • Como é o pós-operatório;
  • Qual a relação do uso de anabolizantes esteroides com a Ginecomastia;
  • Conclusão.

O que é Ginecomastia

A Ginecomastia é o crescimento exagerado das mamas nos homens, como eu citei no início do post e esse aumento tem natureza diversa. Geralmente, os casos de Ginecomastia abrangem quadros onde o paciente apresenta:

  • Alterações hormonais fora do normal;
  • É diagnosticado como hermafrodita;
  • Tem um acúmulo de gordura na região das mamas devido ao volume do corpo ou emagrecimento em larga escala;
  • Faz uso de medicamentos, incluindo aqui nesse exemplo, os anabolizantes, que também citei antes.

Quando se apresenta em quadros leves, a Ginecomastia é benigna. No início da adolescência é comum ouvir de jovens que as mamas maiores incomodam. Antes de optar por um procedimento cirúrgico, a indicação é aguardar. É uma situação quase sempre reversível e, quando os hormônios se estabilizam após essa fase, as mamas voltam ao volume considerado normal. Já na fase mais adulta de um paciente, a Ginecomastia precisa ser muito observada.

Também é comum casos onde a Ginecomastia afeta apenas uma mama ou afeta as duas, mas com uma certa assimetria. Essas duas situações acabam por causar um desconforto ainda maior.

Outros nomes para Ginecomastia

Você pode ouvir alguém falando da Ginecomastia também como “hipertrofia mamária”, “neoplasia”, lipomastia ou pseudoginecomastia. Os dois últimos termos cabem apenas aos casos onde o paciente sofreu com acúmulo de gorduras nas mamas.

Quais as principais causas da Ginecomastia

As causas da Ginecomastia podem ser em diversas. Posso dividir essas origens entre naturais e não tão naturais. As causas mais populares eu posso enumerar como:

  • Hipogonadismo, que é a basicamente a baixa produção de testosterona. Isso é causado pelo mau funcionamento das gônadas (testículos);
  • Falha nos rins;
  • Desnutrição;
  • Doenças sistêmicas;
  • Tumores;
  • Doenças endócrinas;
  • Uso de drogas. Considere aqui remédios de efeitos mais fortes, como aqueles usados em quimioterapia, até drogas psicoativas, álcool, heroína, anabolizantes, etc.

É preciso consultar um médico para que ele possa realizar uma análise e traçar o diagnóstico correto e, posteriormente, indicar o melhor tratamento.

Conhecendo os Graus da Ginecomastia

A Ginecomastia é dividida em 3 graus e você precisa entender e aprender identificar cada um deles para iniciar o seu tratamento. Eles geralmente variam de acordo com o tamanho das mamas do paciente e do acúmulo de gordura. Detalhei um pouco de cada um desses quadros.

Ginecomastia Grau I

O Grau I da Ginecomastia é caracterizado pela mama mais aparente somente ao redor ou abaixo da aréola.  Isso acontece pelo acúmulo de tecido glandular nessa região. O mamilo fica mais saltado e, geralmente, o paciente sente pequenos incômodos ao tocar.

Ginecomastia Grau II

O Grau II da Ginecomastia já apresenta mamas maiores. Ele acontece quando há uma hipertrofia das glândulas mamárias, fazendo com que o paciente apresente o acúmulo de gordura na região das mamas.

O Grau II ainda pode ser dividido em A e B, diferenciando-se apenas pelo excesso de pele nas mamas. É comum que pacientes que apresentem esse tipo de Ginecomastia sintam-se mais incomodados com a aparência de suas mamas, pois elas podem apresentar uma flacidez bastante aparente que é percebida até mesmo com roupa.

Ginecomastia Grau III

O terceiro e último grau da Ginecomastia é aquele quando o paciente apresenta um volume de gordura e tecido glandular, associado também a flacidez e excesso de pele nas mamas bem maior do que o grau 2. As mamas podem apresentar um volume maior do que 500 gramas e são completamente caídas.

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Como é feito o tratamento

O tratamento da Ginecomastia pode ser medicamentoso ou cirúrgico. Cada um dos dois tipos exige um determinado perfil de paciente.

Tratamento medicamentoso

É mais indicado para Ginecomastias mais recentes e que apresentam dores nas mamas do paciente. Se a sua Ginecomastia tiver mais de 1 ano e meio de progressão, provavelmente não responderá bem a esse tipo de dosagem.

O tratamento medicamentoso precisa ser amplamente orientado e acompanhado. Jamais opte pelo automedicamento para evitar distúrbios ainda maiores.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia para Ginecomastia também varia um pouco de grau para grau. O médico pode indicar uma lipoaspiração, para casos onde há o acúmulo de gordura; uma remoção cirúrgica do excesso de tecido, que também é adotada junto com a lipoaspiração; ou uma Mamoplastia Redutora.

É preciso analisar cada caso para indicar um tratamento para a Ginecomastia. Em situações onde o paciente é obeso, a perda de peso é fundamental. Se após a eliminação dos quilos excedentes o médico ainda identificar o problema, então uma cirurgia pode ser marcada.

Como é o pós-operatório

O pós-operatório da cirurgia para Ginecomastia também varia um pouco de grau para grau. Em casos mais graves, o paciente precisa de aproximadamente 2 semanas de repouso, não podendo praticar atividades que exigem esforço físico.

A cirurgia pode levar o paciente a ter alta no mesmo dia. Deve-se manter repouso relativo, permanecendo em casa na primeira semana, sem trabalhar ou realizar outras atividades de esforço físico.

Os pontos são retirados após uma semana e, dependendo da recuperação do paciente, ele já pode retomar suas atividades. O comum é que a pausa não dure mais do que 10 dias para atividades comuns e 30 dias para exercícios. O uso de colete de compressão também se faz importante no mês.

Qual a relação do uso de anabolizantes esteroides com a Ginecomastia?

É comum casos de pacientes que sofrem com Ginecomastia causados pelo uso de anabolizantes esteróides. O consumo dessas substâncias é muito prejudicial para a nossa saúde, mas a busca incessante pela estética faz com que algumas pessoas recorram para métodos ofensivos como

esse. A média de pessoas que fazem uso de esteroides que apresentam disfunção hormonal chega a 50% dos casos.

Quando você toma anabolizantes, a substância entra em suas células e provoca diversas alterações bioquímicas. Utilizando os músculos como exemplo, os anabolizantes retêm líquidos e aceleram a atividade metabólica. Os efeitos colaterais desse aceleramento são grandes e graves, podendo levar à morte.

Você pode evitar a Ginecomastia de diversas maneiras. Mantenha uma rotina saudável, evite suplementos nutricionais que contenham androstenediol ou androstenediona, assim como quaisquer drogas desse tipo.

Conclusão

A Ginecomastia é reversível na maioria dos casos. Também é inevitável, como citei, em adolescentes. É preciso paciente, atenção e cuidados com o corpo para que ele reaja da melhor forma possível.

Caso a Ginecomastia não seja temporária, procure um médico! A progressão de crescimento pode ser anulada com medicamentos ou cirurgia, como você viu mais acima. Reforço a necessidade de buscar ajuda. Evite a automedicação.

Por último, evite também o uso de anabolizantes esteroides. O valor estético que essas substâncias trazem para o seu corpo não compensa, na maioria dos casos, os danos em sua saúde.

Agora conta para mim. Conhece alguém que faça uso de anabolizantes esteroides ou que tenha a Ginecomastia? Ficou alguma dúvida sobre o assunto? Deixa sua pergunta aqui embaixo, nos comentários, que vou responder para você!

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2 Comentários

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