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Hoje no blog vamos falar sobre o processo de retirada de seios em homens trans. Se você tem curiosidade para saber como funciona, então leia esse artigo até o final e assista ao Café com Cirurgia Plástica.

Na mastologia, os médicos são responsáveis pela mastectomia de transexualização – também conhecida como mamoplastia masculinizadora que é a cirurgia de retirada das mamas femininas. A técnica é aplicada nos casos de cirurgias em transexuais femininos e o procedimento é comum em pacientes com patologias malignas de mama, como o câncer.

O procedimento é o mesmo para ambos os casos. A mudança para o transexual está na diminuição do mamilo e que não é reconstruído com prótese. O intuito é reduzir ao máximo a mama, em um grau onde o tórax fica com aparência masculina. Neste caso, a retirada das mamas é via de regra total, por meio de diferentes técnicas, que o médico saberá dizer a mais adequada de acordo com cada caso específico.

Como é feita a cirurgia? 

Durante o procedimento, todas as glândulas mamárias são retiradas. Os cuidados do paciente são os mesmos de uma cirurgia de ginecomastia – que é o crescimento fora do normal das mamas em homens. Sobre isso, eu já gravei um café com cirurgia plástica que fala o porque acontece esse crescimento anormal e o que pode ser feito. Basta você digitar no meu canal no youtube.

Bom, após a cirurgia de retirada dos seios, o paciente tem que usar uma malha compressiva no tórax por 30 dias. Como toda cirurgia plástica, terá cicatriz com melhor ou pior resultado, dependendo dos cuidados do paciente e, principalmente, da genética de boa ou má cicatrização.

Em 2015, foram feitos 3.440 procedimentos brasileiros de transexualização, entre cirurgias de redesignação sexual, retirada das mamas, plástica mamária reconstrutiva – incluindo a colocação de próteses de silicone e tireoplastia, que e a troca da voz.

Contudo, a demora para a realização do “nascimento transexual” é uma reclamação comum entre os que estão na fila de espera do SUS pela cirurgia de redesignação sexual, que pode levar, em média, de 10 a 12 anos. Como eu falei no cafe com cirurgia plástica da semana passada: “redesignação sexual: como funciona a cirurgia de mudança de sexo?”, os procedimentos para adequação do corpo de quem não se identifica com o sexo biológico são feitos em apenas cinco estados e em uma escala muito menor que a demanda, por isso a espera é grande.

O Conselho Federal de Medicina reconhece o tratamento de transgenitalismo de adequação do fenótipo feminino para masculino. Os procedimentos autorizados são a retirada de mama, útero e ovários.

A cirurgia pode levar cerca de uma hora, até uma hora e meia. É aplicada anestesia raquidiana ou geral. Na maior parte das situações, basta de 1 a 2 dias de internação e em alguns casos específicos, pode ser usado um tipo de dreno. Depois de aproximadamente 7 a 10 dias do procedimento, o paciente deve-se dirigir à consulta de retorno. Dirigir e praticar exercícios físicos somente após a liberação médica.

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A telemedicina oferece uma gama de benefícios, dentre eles podemos citar:

  • Encurtar a distância;
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  • Economia;
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Pré Requisitos

Os tratamentos devem seguir os seguintes pré-requisitos: avaliação de equipe multidisciplinar com médico psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente social. O acompanhamento deve ser de, no mínimo, dois anos.

O tratamento só pode ser realizado em maiores de 21 anos, depois de diagnóstico médico e com características físicas apropriadas para a cirurgia. Existem muitos casos do transexual se mutilar, por rejeitar o próprio corpo. E a medicina pode ajudar a construir a cidadania dessas pessoas, independentemente da identidade de gênero.

As técnicas de transgenitalização avançaram muito nos últimos anos, ampliando a esperança de que cada vez mais profissionais e hospitais realizem a cirurgia gratuitamente pelo SUS, buscando a satisfação e tranquilidade de tantas pessoas que lutam pela redesignação sexual.

Como se preparar para a cirurgia

O preparo para mastectomia inclui:
– Evitar fumar 4 semanas antes da cirurgia;
– Evitar ingerir bebidas alcoólicas, pelo menos, no dia anterior à cirurgia;
– Interromper o uso de anti-inflamatórios, principalmente com ácido acetil salicílico, anti-reumáticos, aceleradores do metabolismo, como anfetaminas, fórmulas para emagrecimento e Vitamina E até 2 semanas antes da cirurgia;
– Estar em jejum absolutode 8 horas;

– Não usar anéis, brincos, pulseiras e outros objetos de valor no dia da cirurgia.
– Além disto, é importante levar para o hospital ou clínica todos os exames que o cirurgião plástico pedir.

Como é a recuperação

A recuperação geralmente é rápida e tranquila. Contudo, é normal sentir um leve desconforto, sensação de peso ou alteração na sensibilidade dos seios devido à anestesia. Depois da cirurgia, o paciente deve ter certos cuidados, como:
– Evitar esforços no dia da cirurgia, como caminhadas longas ou subir escadas;
– Permanecer deitada com a cabeceira da cama elevada a 30º ou sentada nas 24 horas após a cirurgia;
– Evitar deitar de barriga para baixo ou de lado com o seio operado apoiado nos primeiros 30 dias após a cirurgia;
– Evitar exposição ao sol durante 3 meses após a cirurgia;
– Evitar movimentos de grande amplitude dos braços, como levantar ou carregar pesos;

Conclusão

Embora a mastectomia tenha sido oficializada pelo SUS em 2008, ampliando as oportunidades para o transexual sem recursos próprios para arcar com os altos custos da cirurgia, a demora para a realização do “nascimento transexual” é uma reclamação comum entre os que estão na fila de espera do SUS pela cirurgia de redesignação sexual, que pode levar, em média, de 10 a 12 anos.

Por conta disso, muitos se submetem a mutilação, que deixam marcas pra vida. Por isso, o meu objetivo aqui é alerta-los para que busquem ajuda de profissionais, se informem sobre tudo o que é pertinente a essa cirurgia, inclusive os prós e contra.

Se sentirem vontade no coração não hesitem em me chamar nas redes socais. Terei imenso prazer em ajuda-los.

Para todos voces, uma excelente semana!
beijo grande.[:]

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