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A mamoplastia de aumento é uma cirurgia muito segura, com pós-operatório tranquilo e excelente resultado. No entanto, como cada organismo é único, é por isso que não se pode excluir totalmente a possibilidade de problemas como o encapsulamento da prótese.

A contratura capsular é o endurecimento da cápsula que se forma ao redor da prótese. Toda prótese inserida no corpo ocasiona uma reação do organismo, que forma essa cápsula. Seria como uma película ao redor do implante. Essa película, caso sofra um processo de enrijecimento, pode levar a deformidades visuais ou apenas palpáveis.

Estima-se que 4% das próteses, durante um período de 10 anos, vão desenvolver algum grau de contratura. Vale lembrar que apenas as contraturas que atingirem graus mais avançados, como 3 ou 4, têm a necessidade de substituição das próteses, pois terão deformidades visíveis ou outros sintomas. Mas como ela acontece? Quais são os sinais de sua ocorrência? E o que se deve fazer nesses casos? Existe a necessidade de se fazer um exame anual para prevenir rupturas e encapsulamentos do implante?

O post de hoje traz informações importantes e necessárias para quem deseja realizar a cirurgia de implante de silicone ou pra quem já passou por ela. Mostrarei como acontece o procedimento, quais os indicações e contra-indicações, principais riscos e como são os resultados.

O que você verá por aqui:

  • O que é o encapsulamento de prótese?;
  • Como identificar o encapsulamento da prótese?;
  • Níveis do encapsulamento de prótese?;
  • Porque o encapsulamento da prótese acontece?;
  • Resultados;
  • Riscos;
  • Conclusão.

 

Não há motivos para duvidar da segurança do silicone. Se o material for utilizado da forma correta, obedecendo aos critérios médicos, o silicone, em si, não representa ameaça alguma ao organismo. A vida útil de uma prótese é algo imponderável e depende do organismo de cada paciente. Porém, um estudo feito na Universidade de Birmingham, Estados Unidos, com pacientes que tinham feito a cirurgia nos anos 80 ou 90, constatou que mais da metade das próteses com 10 anos, em média, apresentavam sinais de ruptura ou encapsulamento. Atualmente as próteses são muito mais resistentes e duram, em média, de 20 a 25 anos. E mesmo que elas se rompam, não há possibilidade de escorrer silicone pelo corpo.

O momento mais indicado para a troca de implantes é um pouco antes da data de validade da antiga vencer. Porém o que mais ocorre nas clínicas, por falta de informação ou negligência, é a procura pelo cirurgião apenas quando há alguns sintomas anormais como dor, endurecimento ou assimetria nas mamas.

Normalmente, o que o médico constata nesse período é uma reação normal do próprio organismo chamada de encapsulamento da prótese. Acontece uma retração exagerada da cápsula fibrosa (cicatriz interna) que se forma ao redor da prótese, determinando diferentes graus de endurecimento. O organismo envolve o corpo estranho (prótese), como um envelope, causando uma contração do implante.

Os casos de ruptura abrupta das próteses de silicone acontecem geralmente após um trauma. O rompimento também pode ocorrer após um acidente automobilístico ou, se por algum motivo, as próteses forem submetidas a pancadas muito violentas.

Quando uma mulher coloca próteses de silicone, o organismo “percebe” a presença de um objeto que não estava naquele lugar. Ele entende que o implante é um corpo estranho e cria uma estratégia para se defender desse intruso. Então, o organismo desenvolve um mecanismo de proteção. Ele cria uma membrana fina em volta da prótese, com o objetivo de isolá-la dos tecidos naturais do corpo.

Como o implante fica afastado dentro dessa cápsula, esse processo é chamado de encapsulamento. Porém, o organismo de um grupo pequeno de pacientes reage de forma exagerada à presença do implante. Nesses casos, ele forma uma membrana mais espessa que o normal: trata-se da contratura capsular.

A membrana espessa começa a pressionar o implante, em um sinal claro de que está rejeitando esse corpo estranho. Embora isso raramente aconteça, a pressão pode causar até mesmo o rompimento da prótese.

 

Porque o encapsulamento da prótese acontece?

Primeiramente, precisamos nos lembrar de que cada organismo é único e reage de forma diferente aos estímulos que recebe. Portanto, as reações que uma pessoa pode ter a um medicamento, um exercício ou a um procedimento cirúrgico (como é o caso) podem variar bastante.

Assim, não há como estabelecer uma causa específica para o encapsulamento da prótese a não ser as reações particulares de cada organismo.

No entanto, entendemos que alguns fatores contribuem para a ocorrência do encapsulamento da prótese. O primeiro deles é o tipo de superfície do implante. Sabe-se que o encapsulamento é mais frequente quando a paciente recebe uma prótese de silicone lisa.

Dessa forma, o primeiro cuidado para evitar o encapsulamento é utilizar próteses de superfície texturizada ou de poliuretano e de boa qualidade. Nesses casos, a taxa de rejeição é inferior a 1% das cirurgias realizadas.

Além disso, quando a paciente segue à risca as recomendações do médico para o período pós-operatório, suas chances de apresentar esse problema são muito menores.

Manter as mamas estáveis com o sutiã cirúrgico, evitar movimentos que forçam a incisão externa e o corte interno e não carregar peso são alguns comportamentos que fazem com que o corpo não se sinta tão agredido. Sendo assim, ele não colocará o sistema de defesa em alerta máximo.

Então, embora não seja possível prever quais são as pacientes com possibilidade maior de apresentar o encapsulamento da prótese, pode-se preveni-lo com cuidados antes e depois da cirurgia de silicone.


Como identificar o encapsulamento da prótese?

O encapsulamento acontece em várias etapas, que os médicos chamam de graus. No entanto, no primeiro estágio ainda não há sintomas. Contudo, a partir do segundo grau o corpo começa a apresentar alguns sinais. É importante que a paciente os conheça para identificá-los e procurar ajuda profissional.

Grau 1: Nesse estágio, a mulher não percebe qualquer alteração. Não há nenhum tipo de incômodo ou dor e esteticamente o resultado continua perfeito. Ao apalpar os seios, a percepção é a mesma de quem aperta uma mama natural, sem prótese.

Grau 2: Começam a aparecer os primeiros sinais. Quando a paciente apalpa seus seios, ela nota o implante, mas ainda de forma sutil. Porém, a mulher não sente dores ou desconforto e também não há alterações estéticas visíveis.

Grau 3: Nesse estágio, é possível perceber perfeitamente a prótese quando a mama é apalpada. Os seios se tornam assimétricos, comprometendo o resultado estético da cirurgia. Em alguns casos, surgem ondulações na superfície do implante.

Grau 4:No grau 4, a mama fica completamente endurecida, já que a prótese está sendo muito pressionada pela membrana. Além da grave assimetria entre os seios, a mulher sente dores constantes.

 

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O que fazer em casos de encapsulamento da prótese?

Como já falamos, a formação da membrana em volta da prótese é uma reação comum do organismo. Ela só se torna um problema quando o corpo forma uma cápsula espessa, mostrando um processo de rejeição.

Por isso, quando o médico percebe que a paciente apresenta os graus 1 e 2 do encapsulamento, ele entende que essa é uma situação normal. No primeiro caso, não há nenhum sintoma. No grau 2, caso a paciente sinta algum incômodo (o que é raro), é possível utilizar medicamentos e massagens para proporcionar conforto.

Porém, quando a paciente apresenta os sintomas referentes aos graus 3 e 4, o médico tratará o caso como rejeição da prótese de silicone. Após a observação clínica e palpação das mamas, ele solicitará exames para confirmar esse diagnóstico. Se a rejeição realmente for constatada, a única alternativa é realizar outra cirurgia. Nesse procedimento, o médico retirará a prótese e a cápsula e colocará um novo implante. No entanto, vale a pena destacar que essas situações são muito raras. Os implantes disponíveis atualmente no mercado são feitos com tecnologia de ponta. Assim, a textura da superfície favorece a adaptação do corpo à prótese e faz com que o encapsulamento aconteça com apenas 0,5% das pacientes.

 

Como Prevenir?

A melhor maneira de prevenir possíveis problemas com a prótese, como a ruptura ou encapsulamento da prótese, é o acompanhamento do médico cirurgião plástico anualmente. Na consulta o médico fará os exames clínicos e físicos no consultório e, se achar necessário, encaminhará para exames de imagem, como mamografia e ecografia das mamas, além de ressonância magnética em casos mais específicos.

Esse acompanhamento também servirá para o médico analisar se haverá a necessidade de troca por causa do aparecimento de flacidez da pele ou mudança na posição dos implantes. Por exemplo, depois de uma gestação, o corpo da mulher passa por uma série de transformações e a troca da prótese pode ser feita para devolver o equilíbrio à silhueta.

 

Conclusão

Viu como o encapsulamento da prótese não é motivo para você continuar adiando sua cirurgia? Se você ainda tem dúvidas terei itens prazer de te receber nomes consultório para te explicar todos os detalhes e te ajudar a realizar com segurança um sonho.

Antes de me enviar qualquer dúvida dá uma olhadinha no meu Café com Cirurgia Plástica que está bem aqui embaixo. Aproveito para te lembrar que se você ainda não me segue nas redes sociais é só colocar @dr.adrianomedeiros no Instagram, facebook, youtube, google bussines e linkedin.

Um grande beijo e até a próxima

 

CAFÉ COM CIRURGIA PLÁSTICA

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